Viagem às cervejarias brasileiras
http://divirta-se.uai.com.br/app/noticia/gastronomia/2013/05/16/noticia_gastronomia,142333/guia-de-cervejas-brasileiras-que-promove-viagem-pelo-brasil-e-lancado-em-belo-horizonte.shtml
Mostrando postagens com marcador cervejas artesanais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cervejas artesanais. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 16 de maio de 2013
quarta-feira, 24 de abril de 2013
Brasil Beer - O guia de cervejas brasileiras
Era só o que faltava, no bom sentido claro!
A pedido de replique de um dos autores, Henrique Oliveira, segue a dica.
Só temos de ter um pouco de paciência pois o lançamento está previsto para meados de maio.
Saúde, Pão e Cerveja
http://grupoautentica.com.br/gutenberg/brasil_beer_-_o_guia_de_cervejas_brasileiras/888
A pedido de replique de um dos autores, Henrique Oliveira, segue a dica.
Só temos de ter um pouco de paciência pois o lançamento está previsto para meados de maio.
Saúde, Pão e Cerveja
http://grupoautentica.com.br/gutenberg/brasil_beer_-_o_guia_de_cervejas_brasileiras/888
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
terça-feira, 13 de novembro de 2012
Maravilhosas brasileiras na "Libertadores" das fermentadas
Treze microcervejarias brasileiras participam da South Beer Cup, torneio que termina hoje em Buenos Aires. Em sua primeira edição, pode ser comparado a uma "Taça Libertadores de América" das fermentadas. Elas competem na Argentina com adversárias produzidas no próprio país, Chile, Uruguai e Colômbia, divididas em 22 estilos diferentes. Os vencedores serão anunciados no sábado.
A competição é inspirada em torneios como o European Beer Star, na Alemanha, e, evento mais concorrido de todos, na World Beer Cup norte-americana. Entre as concorrentes brasileiras, estão marcas que já conquistaram medalhas lá fora, como a Bamberg, de Votorantim; a Colorado, de Ribeirão Preto; e a Falke Bier, de Minas Gerais, além de Baden Baden e Eisenbahn, micros controladas pela Schincariol. Também há estreantes, como a Bodebrown, de Curitiba, e Seasons, de Porto Alegre.
Treze microcervejarias brasileiras participam da South Beer Cup, torneio que termina hoje em Buenos Aires. Em sua primeira edição, pode ser comparado a uma "Taça Libertadores de América" das fermentadas. Elas competem na Argentina com adversárias produzidas no próprio país, Chile, Uruguai e Colômbia, divididas em 22 estilos diferentes. Os vencedores serão anunciados no sábado.
A competição é inspirada em torneios como o European Beer Star, na Alemanha, e, evento mais concorrido de todos, na World Beer Cup norte-americana. Entre as concorrentes brasileiras, estão marcas que já conquistaram medalhas lá fora, como a Bamberg, de Votorantim; a Colorado, de Ribeirão Preto; e a Falke Bier, de Minas Gerais, além de Baden Baden e Eisenbahn, micros controladas pela Schincariol. Também há estreantes, como a Bodebrown, de Curitiba, e Seasons, de Porto Alegre.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
#cervejadeverdade
120 estilos de cervejas existentes e no entanto ainda somos reféns de apenas um, dominado pela macro-indústria, que nos impõe o pouco sabor e nenhuma personalidade no que nos vendem como cerveja.
No mundo inteiro é possível encontrar uma variedade impressionante da bebida, produzida em menor escala, com matéria prima de altíssima qualidade. Mesmo assim a mídia continua refém do que é imposto pelo setor industrial cervejeiro. O pior, o consumidor " engole" essa verdade, que nós todos sabemos ser uma falácia.
Hoje, nós, cervejeiros de todo o Brasil, promovemos a campanha #cervejadeverdade em nossos blogs e no twitter.
Precisamos mostrar ao mundo a nossa rica produção . E mais ainda, nosso direito de escolher uma bebida de qualidade. Queremos contar ao consumidor que ele não é obrigado a beber uma bebida azeda, aguada, que não estufa, que precisa ser estupidamente gelada para descer redonda!
Hoje, entre 14 e 15 h, escreva tópicos no twitter e no seu blog com a hashtag #cervejadeverdade. Entre nesta campanha por um mundo cervejeiro melhor!!!!
Texto de Fabiana Arreguy
120 estilos de cervejas existentes e no entanto ainda somos reféns de apenas um, dominado pela macro-indústria, que nos impõe o pouco sabor e nenhuma personalidade no que nos vendem como cerveja.
No mundo inteiro é possível encontrar uma variedade impressionante da bebida, produzida em menor escala, com matéria prima de altíssima qualidade. Mesmo assim a mídia continua refém do que é imposto pelo setor industrial cervejeiro. O pior, o consumidor " engole" essa verdade, que nós todos sabemos ser uma falácia.
Hoje, nós, cervejeiros de todo o Brasil, promovemos a campanha #cervejadeverdade em nossos blogs e no twitter.
Precisamos mostrar ao mundo a nossa rica produção . E mais ainda, nosso direito de escolher uma bebida de qualidade. Queremos contar ao consumidor que ele não é obrigado a beber uma bebida azeda, aguada, que não estufa, que precisa ser estupidamente gelada para descer redonda!
Hoje, entre 14 e 15 h, escreva tópicos no twitter e no seu blog com a hashtag #cervejadeverdade. Entre nesta campanha por um mundo cervejeiro melhor!!!!
Texto de Fabiana Arreguy
sexta-feira, 18 de março de 2011
As 10 maiores dúvidas sobre a cerveja1. A CERVEJA MATA? Sim. Sobretudo se a pessoa for atingida por uma caixa de cerveja com garrafas cheias. Anos atrás, um rapaz, ao passar pela rua, foi atingido por uma caixa de cerveja que caiu de um caminhão levando-o a morte instantânea. Além disso, casos de infarto do miocárdio em idosos teriam sido associados as propagandas de cervejas com modelos boazudas.
2. O USO CONTINUO DO ALCOOL PODE LEVAR AO USO DE DROGAS MAIS PESADAS? Não. O álcool é a mais pesada das drogas: uma garrafa de cerveja pesa cerca de 900 gramas.
3. CERVEJA CAUSA DEPENDÊNCIA PSICOLÓGICA? Não. 89,7% dos psicólogos e psicanalistas entrevistados preferem uísque.
4.. MULHERES GRÁVIDAS PODEM BEBER SEM RISCO? Sim.. Está provado que nas blitz a polícia nunca pede o teste do bafômetro pras gestantes. E se elas tiverem que fazer o teste de andar em linha reta, sempre podem atribuir o desequilíbrio ao peso da barriga.
5. CERVEJA PODE DIMINUIR OS REFLEXOS DOS MOTORISTAS? Não.. Uma experiência foi feita com mais de 500 motoristas: foi dada uma caixa de cerveja para cada um beber e, em seguida, foram colocados um por um
diante do espelho. Em nenhum dos casos, os reflexos foram alterados.
6. A BEBIDA ENVELHECE? Sim. A bebida envelhece muito rápido. Para se ter uma idéia, se você deixar
uma garrafa ou lata de cerveja aberta ela perderá o seu sabor em aproximadamente quinze minutos.
7. A CERVEJA ATRAPALHA NO RENDIMENTO ESCOLAR? Não, pelo contrário. Alguns donos de faculdade estão aumentando suas rendas com a venda de cerveja nas cantinas e bares na esquina.
8. O QUE FAZ COM QUE A BEBIDA CHEGUE AOS ADOLESCENTES? Inúmeras pesquisas vinham sendo feitas por laboratórios de renome e todas indicam, em primeiríssimo lugar, o garçom.
9. CERVEJA ENGORDA? Não. Quem engorda é você.
10. A CERVEJA CAUSA DIMINUIÇÃO DA MEMÓRIA? Que eu me lembre, não.
quinta-feira, 17 de março de 2011
O mundo se veste de verde para brindar o St. Patrick ́s Day Danielle Barg
Se no Brasil o maior feriado nacional é o Carnaval, com direito a comércio fechado e festas por todos os cantos, na Irlanda, lá do outro lado do oceano, a comemoração fica por conta do St. Patrick ́s Day, que dedica o dia 17 de março ao padroeiro do país.
A data marcaria a morte de St. Patrick, britânico que, na juventude, teria sido escravizado na Irlanda. No entanto, mesmo após ter conseguido escapar da escravidão e voltado a sua cidade natal, ele retornou às terras irlandesas com a missão de propagar o cristianismo na região.
O evento, a princípio de origem religiosa, cresceu e se transformou em uma grande manifestação de patriotismo e reafirmação da cultura do país, projetando em todo o mundo a identidade do povo irlandês.
Com muita música, dança, teatros de rua, desfiles, exposições, fogos de artifício e, claro, as cervejas típicas da região, a festa verde ganha o mundo nessa época do ano e realça alguns dos principais pontos turísticos mundiais com a cor que simboliza a data.
Os cervejeiros festejam – o St. Patricks Day é uma ótima oportunidade para experimentar marcas típicas e degustar a irlandesa Guinness, que, ao longo dos anos, vem sendo cada vez mais associada ao evento.
A força da imigração irlandesa em diversos continentes contribuiu com a divulgação dessa tradição que hoje é celebrada nos quatro cantos do mundo. Conheça alguns dos principais países que entram no clima das comemorações.
Foto: Getty Images
terça-feira, 15 de março de 2011
Chicago tinge rio de verdeDA BBC BRASIL
Abrindo as comemorações do dia de São Patrício, padroeiro da Irlanda, que acontecem no dia 17 de março, a cidade de Chicago, nos Estados Unidos, tingiu o rio de verde no último fim de semana. Veja o vídeo
A tradição já tem mais de 40 anos e costuma ser acompanhada por milhares de pessoas.
Tradição começou inspirada por uso de pigmentos para detectar esgoto.
Ela começou em 1962, a partir dos pigmentos usados para descobrir vazamentos de esgoto no rio.
Hoje, são usados quase 20 quilos de um pigmento inócuo feito à base de plantas para tingir o rio.
A parada deste ano foi a última do atual prefeito Richard Daley, que foi saudado pela multidão.
Pois é, aqui a gente tinge o chope...
Programação do Frei Tuck:
17/03, 5a a partir das 18 h - Chope verde, música típica e Rock & Roll no Frei Tuck
19/03 - Chope verde, DJ Paulão, barracas de petiscos na rua, a partir das 11 horas; Área VIP no Frei Tuck - mais info & reservas 99736366 / 88136366
quarta-feira, 9 de março de 2011
Microcervejarias de Minas Gerais comemoram aumento da demanda de maravilhosas durante a folia e investem em expansão.Elisângela Orlando - Repórter - 5/03/2011 - 12:20
Frederico Rubinger, da Royal Empório: cervejas especiais representam 60% das vendas
O Carnaval aqueceu as vendas de cervejas e chopes artesanais nas microcervejarias de Minas Gerais. Algumas empresas estimam um incremento de até 50% no comércio dessas bebidas durante o feriado prolongado. Em outras, já não há mais estoque para atender o volume de pedidos. Os empresários do setor apostam que os belo-horizontinos que ficarão na capital não vão deixar a tradição de lado e devem encher os bares da capital durante os quatro dias de festa.
Dados do Sindicato das Indústrias de Cerveja e Bebidas em Geral de Minas Gerais (Sindbebidas) comprovam que há motivos para tanta folia. A produção mineira de cervejas e chopes especiais em 2010 foi de 6,5 milhões de litros, o que representa aumento de 26% em relação a 2009. Para este ano, a expectativa é de um crescimento de 34% na comparação com 2010.
A entidade estima que, durante o Carnaval, o consumo geral de cervejas no Estado – especiais e comuns – atinja um crescimento da ordem de 12% na comparação com o mesmo período do ano passado. Em algumas cervejarias artesanais, porém, as projeções são bem mais otimistas. É o caso da Krug Bier, que fabrica o chope de mesmo nome e também a cerveja Áustria.
O sócio-proprietário da empresa, Marcelo Bruzzi, estima um aumento médio de 50% nas vendas durante o feriadão, em relação ao Carnaval de 2010. O resultado positivo também pode ser explicado, em parte, pelo investimento de R$ 1 milhão que a empresa fez, no ano passado, para elevar sua capacidade produtiva de 250 mil litros por mês para 370 mil litros por mês.
A quantidade de pontos de vendas também saltou de 300 para 1 mil nos últimos 12 meses. Segundo Bruzzi, a intenção é dobrar esse número até o final deste ano. A empresa também tem planos de criar uma nova planta industrial a fim de começar a vender para outros Estados, uma vez que, hoje, a distribuição está concentrada na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).
Na cervejaria Backer, os estoques estão zerados, apesar de a empresa ter se preparado para atender a demanda durante o período de Carnaval. As vendas, porém, superaram as expectativas, e devem ter um incremento de 12% a 15% em relação ao feriado prolongado do ano anterior, afirma o gerente de negócios da Backer, João Roberto Pires.
Hoje, a Backer produz 200 mil litros de bebida por mês e comercializa cinco rótulos de cervejas artesanais e cinco tipos de chopes. A cervejaria se prepara para lançar quatro novas variedades de cerveja da linha Extreme, que possui maior teor alcoólico e leva mais lúpulo em sua formulação.
De acordo com Pires, além da Grande BH, a empresa também possui distribuidores em Araxá, na Região do Alto Paranaíba, e em Juiz de Fora, na Zona da Mata. A Backer também está presente em algumas cidades do Mato Grosso e nas capitais de Goiás e do Espírito Santo. Ele afirma que o próximo passo é levar o produto para Natal (RN), Salvador (BA) e Recife (PE).
Outra microcervejaria de Minas que tem motivos para festejar o Carnaval deste ano é a Falke Bier. A empresa estima que as vendas devem deslanchar durante o feriadão, com um aumento de 10% em relação a 2010. O resultado é considerado significativo, tendo em vista que a cerveja e o chope da marca são produzidos em escala bem menor que as demais – são 12 mil litros por mês.
A Falke Bier possui três rótulos de cerveja e três tipos de chope. Segundo o proprietário da empresa, Marco Antônio Falcone, atualmente, o chope é vendido na Grande BH e em outros seis Estados. A cervejaria também tem planos para abrir uma nova unidade em Minas. O projeto ainda está em negociação, mas deve demandar investimentos da ordem de R$ 800 mil e, quando concluído, triplicará a capacidade produtiva.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Encontrada uma das garrafas de cerveja mais antigas do mundoO Centro de Pesquisa Técnica da Finlândia divulgou nesta terça-feira, dia 8, a imagem de uma garrafa de cerveja encontrada no arquipélago de AAland, no verão de 2010. Trata-se de uma das mais preservadas garrafas de cerveja das mais antigas do mundo, datada de um naufrágio no primeiro semestre de 1800. A garrafa permanece com o conteúdo intacto, o que atraiu a curiosidade dos cientistas.
Mergulhadores já recuperaram mais de 160 garrafas de champanhe e cerveja do naufrágio do mesmo navio. Agora, os cientistas estudarão o conteúdo do frasco para determinar o tipo de receita usada na fermentação da cerveja e o tipo de levedura que causou o processo.
fonte:https://noticias.terra.com.br
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Chefs usam a cerveja para realçar o sabor de suas receitasRebeca Ramos
Publicação: 16/12/2010 09:22 Atualização: 16/12/2010 13:49
Risoto Bávaro, do Agrippina Bistrô: cerveja dunkel com cubos de vitelo
É indiscutível o valor que uma cerveja bem gelada tem. Mas isso não quer dizer que a bebida precisa vir sempre trincando, com aquela capa de gelo em volta da garrafa, tão apreciada pelos cervejeiros. A cerveja quente, fervendo, também é muito boa. A comprovação é dos chefs que elaboram receitas embebidas no líquido e abusam desse ótimo ingrediente gastronômico, utilizado para agregar sabor ou dar o ponto certo ao prato.
O mundo da cerveja é tão amplo que existem cerca de 120 estilos. O cervejólogo e beer sommelier Rodrigo Lemos conta que são 80 catalogados no Beer Judge Certification Program (BJCP), entidade que organiza os concursos internacionais da bebida. “Porém, a cada ano, são criadas mais e mais cervejas em todo o mundo”, ressalta. Ele explica que os 120 tipos têm origem em quatro principais escolas cervejeiras: a alemã, a inglesa, a belga e a americana, que faz a releitura das três primeiras e cria outros estilos a partir delas.
Por ser rica em maltes, muitas vezes torrados em diferentes intensidades, do caramelizado ao bastante torrado, como os grãos de café, a cerveja é uma excelente opção para molhos e marinados, ou ainda para temperar carnes — a bebida também ajuda a amaciar os cortes. “Na Irlanda, é tradicional o beef stew, cozido de carne que leva a Guinness em seu preparo. Já na cidade de Bamberg (Alemanha), é muito comum a cebola recheada com Rauchbier, cerveja defumada típica”, destaca Lemos. De acordo com ele, utiliza-se a cerveja também no preparo de pães e de massas.
No menu do Agrippina Bistrô, todas as especificações da cerveja foram levadas em consideração. A casa possui 100 rótulos, entre nacionais e internacionais, na carta. Quanto aos pratos servidos na casa, fica claro que a bebida poder estar tanto nas tulipas e nos copos especiais quanto nas panelas. A chef Maria Elisa Araújo conta que para cozinhar com cerveja é preciso saber muito bem a que resultado se deseja chegar. É o caso do camarão ao creme de queijo e cerveja weiss. “Como essa cerveja é feita de trigo e tem um amargor sutil, contrasta bem com o parmesão, o molho inglês e a mostarda, que são fortes, deixando o prato mais leve”, explica.
Entre os pratos principais, o destaque é o risoto Bávaro, com cubos de vitelo cozido no molho inglês e na cerveja dunkel. “Ela é escura e robusta, por isso acentua o sabor do vitelo”, ressalta. Até mesmo os doces podem ganhar um toque especial. Maria Elisa criou, por exemplo, o tiramissu de cerveja Double Chocolate Stout. A chef explica que as bolachas champagne são embebidas na cerveja e no café espresso. “Essa marca é uma das poucas que têm chocolate na composição. Mas como ela é amarga, a receita não fica tão doce”, afirma.
Massas
Após pesquisar sobre crepes e processos de fermentação, o restaurateur Sérgio Quintiliano, do C’est Si Bon, descobriu que a tradição pede que não se use produtos químicos, mas vinho branco nas massas. “Dessa forma, a fermentação é mais lenta, deixando a massa mais leve e, consequentemente, mais saborosa”, salienta. Munido das informações, Sérgio iniciou alguns experimentos que resultaram na massa de crepe com cerveja tipo lagers, conhecida como pilsen, uma de suas subcategorias. “Todos os nossos crepes levam cerveja na massa, assim como o nosso wrap, que originalmente é feito com pão folha”, diz. Ele se refere ao wrap de salmão, com o peixe grelhado e desfiado, o kani-kama, o cream-cheese e as sementes de gergelim preto. “Quando criei esse prato, usava sementes de papoula, mas sua comercialização foi proibida no Brasil”, lamenta.
Para as versões doces, Sérgio comenta que sempre adiciona um toque extra. É o caso do capuccino crepe, em que a massa leva, além de cerveja, uma dose de café solúvel. Para o recheio, 100g de chocolate ao leite derretido, licor de café, chantily e canela. “A imagem é linda. A massa fica com o aspecto marrom-claro”, descreve.
A cerveja pode ser usada também em receitas fritas. É o que comprova o chef Francisco Jacinto, do Stadt Bier. Depois de trabalhar em outro restaurante da cidade, Chiquinho, como é conhecido, aprendeu a fazer uma massa irlandesa para empanar cebolas que leva cerveja, trigo, ovos e temperos, tudo misturado. Na choparia, ele fez uma releitura para os filés de frango e de peixe. “Eu preparo uma massa com 300ml de chope turvo e depois empano com farinha de rosca”, descreve. Segundo ele, o frango fica seco e leve, pois o álcool faz com que o óleo não seja absorvido. Para o peixe, o empanado leva trigo. “Como a carne é mais mole e a farinha de rosca é mais pesada, quando levada ao óleo ela desmancha”, esclarece.
HARMONIZAÇÃO
É exatamente por causa dessa variedade que a cerveja é considerada uma bebida mais versátil para harmonizar do que o vinho. Existe uma enorme gama de aromas e sabores, que vão do adocicado ao frutado, do torrado ao defumado e do ácido ao amargo. Dessa forma, a bebida combina com praticamente todo tipo de prato — saladas, peixes, frutos do mar, aves, carnes vermelhas, embutidos e queijos.
FAMÍLIAS
O especialista Rodrigo Lemos explica que o tipo de cerveja é definido por seu processo de fermentação. A bebida pode ser dividida em três grandes famílias: de baixa fermentação (chamadas lagers); de alta (denominadas ales) e as de fermentação espontânea (lambics). “Os 120 estilos se distribuem dentro dessas três categorias”, conta. Segundo ele, exemplos de cervejas de baixa fermentação são as pilsen, a american lager, a bock e a vienna lager. Entre as de alta, destacam-se as weizenbiers (cervejas de trigo alemãs) e os estilos dubbel e tripel (da escola belga). Já as lambics podem ter adição de frutas in natura, o que deu origem a estilos como as kriek (cereja), framboise (framboesa), pêche (pêssego) e cassis.
Para acompanhar
O site Brejas (www.brejas.com.br) preparou um quadro com as melhores harmonizações da bebida com queijo. Confira alguns exemplos:
QUEIJOS - CERVEJAS
Ricota, cottage, minas - American wheat beer, american lagers e amber lagers
Mascarpone, catupiry, camembert e brie - Hefeweizen, premium lagers, belgian tripel e pale ales Gouda, american e colby - Brown ales, golden Ales, bitters e belgian pale ales
Cheddar, suíço, edam, gruyere e emental - Strong bitters, pale ales, bocks e a maioria das belgian ales
Parmigiano, parmesão, grana padano e pecorino - Strong ales, doppelbock, stout e porter
Roquefort, stilton e gorgonzola - Belgian strong ales, strong porters, barley wines, stouts
Caprino romano e feta - IPAs, ESBs, Hefeweizen
Muçarela e provolone - Cervejas de trigo, sejam as witbier, hefeweizen ou doppelweizen
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Cervejeiro britânico cria bebida com ostras e frango.Um mestre cervejeiro britânico lançou cervejas de sabores exóticos como ostras e frango.
Objetivo é criar 52 cervejas diferentes para cada semana do ano.
Stuart Howe, que trabalha na cervejaria Sharp, na região da Cornualha, iniciou um projeto para fabricar pequenas quantidades da bebida em 52 sabores diferentes, um para cada semana do ano.
Howe iniciou o projeto em janeiro de 2010 e usou muitos dos ingredientes tradionais das cervejas como maltes, lúpulo, temperos, levedura e todos os processos necessários na fabricação de cada cerveja.
Mas, o cervejeiro resolveu incluir outros ingredientes como ostras, e mexilhões, rins de frango e coração de cordeiro, pimenta malagueta, cardamomo, cogumelos e até cervejas que alegam ter efeitos alucinógenos. Howe reconhece que as 52 cervejas não vão agradar a todos.
Algumas das criações foram mais bem aceitas e até foram produzidas em escala maior e vendidas pela cervejaria Sharp. Mas, a própria cervejaria reconhece que nenhuma das estranhas bebidas de Howe chegaram a ser comercializadas de acordo com a média registrada pela cervejaria.
Blog e cerveja
Howe relata suas experiências e buscas por novos sabores em um blog, no qual dá os detalhes técnicos da bebida e como os novos sabores vão surgindo. O mestre cervejeiro também teve ideias que não saíram do papel, como a cerveja com uso de plasma sanguíneo.
"Produtos do sangue nunca são abundantes, então ferver um pouco disso para colocar na cerveja é um pouco fútil. Se eu fosse fazer, seria meu próprio plasma, mas o custo de conseguir e purificar (o plasma) seria provavelmente elevado demais para o que seria apenas uma experiência divertida", disse Howe à BBC Brasil, por email.
Uma das misturas mais polêmicas é a cerveja chamada Shellfish stout, na qual Howe acrescentou ostras, mexilhões e o berbigão, um tipo de molusco bivalve. Outra cerveja que não agradou a todos mas chama atenção pela excentricidade é a Helston's Offal Ale, na qual foram acrescentados fígado e rins de frango e coração de cordeiro.
Já a Fungal Strong Ale leva cogumelos comestíveis de vários tipos. A Imperial Dirty Bloody Mary leva tomate, batata doce e cenoura e, ainda há uma cerveja com vinagre balsâmico, a Balsamic Barley Wine Vinegar, além de cervejas com ingredientes da culinária indiana, como o cardamomo.
Outra bebida polêmica é a cerveja Wormwood Hallucinogenic Bitter, na qual Howe incorporou absinto e ervas para criar o que Howe alega ser uma bebida alucinógena.
"Contém absinto e sálvia, que são conhecidos por ser psicoativos. Estas duas ervas tem uma longa história de uso para escapar da realidade", escreveu Howe, que descreveu os elementos alucinógenos e quais são possíveis efeitos destas plantas. "Ainda tenho que beber a cerveja, mas experimentei durante a produção e me senti meio estranho", acrescentou.
No entanto, a preferida do mestre cervejeiro tem ingredientes diferentes mas que não se afastam tanto do tradicional: uma cerveja com frutas cítricas na qual Howe usou a casca de sete frutas diferentes para dar sabor à bebida.
Além das experiências com ingredientes, Howe também produziu cervejas "engraçadas" como a The World's Stupidest Beer (A Cerveja mais Estúpida do Mundo, em tradução livre), na qual o mestre cervejeiro alega que o barril de cerveja foi submetido a uma série de "processos irrelevantes que mudariam de alguma forma o sabor".
Para a BBC, Howe relatou quais seriam os "processos irrelevantes". "Preparada (com o cervejeiro) nu, usando água de geleiras norueguesas e sulfato de cálcio americano, com a música I Need A Miracle, do (conjunto dance) Cascada tocada para a cerveja no tanque de condicionamento (...), com viagens de ida e volta em uma balsa de passageiros", afirmou.
Fonte: Leonardo Martins Monteiro
__._,_.___
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Brasileiros consomem menos arroz e feijão e mais cerveja, aponta IBGEConsumo de refrigerante de cola cresceu 39,3%, entre 2002 e 2008.
Pesquisa de Orçamentos Familiares foi divulgada nesta quinta (16).
Do G1, em São Paulo
Dos anos de 2002/2003 a 2008/2009, o consumo de arroz e feijão caiu entre os brasileiros, dando espaço a produtos como a cerveja e o refrigerante, cujos índices de consumo registraram aumento no período. O dado foi divulgado nesta quinta-feira (16), e integra a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008-2009, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O suplemento “Aquisição alimentar domiciliar per capita” avalia as quantidades de alimentos adquiridos pelas famílias brasileiras e as formas de aquisição desses produtos. A coleta de dados para a pesquisa ocorreu nas áreas urbana e rural em todo o território brasileiro, no período de maio de 2008 a maio de 2009.
Na análise das médias anuais, por pessoa, de aquisição domiciliar de alimentos, cada brasileiro consome, por ano, 50,7 kg de bebidas e infusões; 43,7 kg de laticínios; 39 kg de cereais e leguminosas; 28,9 kg de frutas; 27,1 kg de hortaliças; e 25,4 kg de carnes. Em 2002/2003, o maior consumo registrado foi de laticínios, seguidos de cereais e leguminosas e bebidas e infusões. A média de aquisição domiciliar de alimentos representa quanto de um produto uma família adquire em um ano, dividido pelo número de pessoas dessa família.
Se considerados alguns produtos selecionados dentro dos grupos de alimentos citados acima, em 2008/2009, cada brasileiro consumiu, em média, em um ano, 14,6 kg de arroz polido, 9,1 kg de feijão, 5,6 kg de cerveja e 12,6 kg de refrigerante de cola. Em 2002/2003, as quantidades médias eram, respectivamente, 24,5 kg, 12,4 kg, 4,6 kg e 9,1 kg.
Segundo o IBGE, o consumo médio de refrigerante de cola, entre 2002 e 2008, aumentou 39,3%; de água mineral, 27,5%; e de cerveja, 23,2%. Considerando-se a situação do domicílio, na área rural esses aumentos foram ainda mais expressivos. A quantidade média adquirida do refrigerante de cola passou de 3,156 kg para 6,060 kg (aumento de 92%); da água mineral de 1,558 kg para 6,104 kg (aumento de 291%); e da cerveja de 1,711 kg para 3,209 kg (aumento de 88%).
Mesmo com a queda no consumo nacional de arroz e feijão, os produtos foram os únicos a apresentar médias de aquisição anual, por pessoa, acima do total do Brasil. Na faixa mais baixa de rendimentos da população, de até R$ 830 por família, foram consumidos, em média, 27,6 kg de arroz e 10,3 kg de feijão, por pessoa, em um ano.
Disponibilidade alimentar
De acordo com o suplemento “Avaliação nutricional da disponibilidade domiciliar de alimentos no Brasil”, da POF 2008-2009, a disponibilidade média nacional de alimentos nos domicílios é de 1.611 kcal por pessoa, por dia, sendo 1.536 kcal no meio urbano, e 1.973 kcal no meio rural. Em 2002-2003, a disponibilidade média nacional era de 1.791 kcal, por dia.
Segundo o levantamento, no entanto, não é possível afirmar que a probabilidade de déficits calóricos no país é maior no meio urbano do que no meio rural. Isso porque não são objetos de estudo a fração dos alimentos efetivamente consumida pelas famílias e as quantidades de alimentos referentes ao consumo fora do domicílio.
A participação relativa de grupos de alimentos no total de alimentos disponíveis para consumo no domicílio indica que alimentos básicos de origem vegetal (cereais, leguminosas e raízes e tubérculos) correspondem a 45% das calorias totais. A seguir, com 28%, estão os alimentos essencialmente calóricos (óleos e gorduras vegetais, gordura animal, açúcar de mesa e refrigerantes e bebidas alcoólicas) e, com 19%, estão os produtos de origem animal (carnes, leite e derivados e ovos).
Frutas, verduras e legumes correspondem a apenas 2,8% das calorias totais, ou cerca de um quarto das recomendações para o consumo desses alimentos (pelo menos 400 gramas diárias). Refeições prontas e misturas industrializadas correspondem a 4,6% das calorias totais. Já a participação de condimentos (0,3%) e oleaginosas (0,2%) é pouco expressiva.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Iniciativa pioneira de mineiros anima produtores de cerveja

Experimento desenvolvido no estado mostra potencial para o país ter fonte própria de levedo, substituindo similares europeus usados na produção da bebida
Eduardo Tristão Girão - Estado de Minas
Publicação: 15/11/2010 09:30 Atualização: 15/11/2010 09:54
Água, malte, lúpulo e levedo. São apenas quatro os ingredientes básicos para se fazer cerveja, ainda que suas dezenas de estilos façam supor o contrário. À exceção da água, praticamente tudo é importado para a fabricação da bebida no Brasil, quadro que pode mudar a partir de agora, graças à iniciativa pioneira de pesquisadores e produtores mineiros no estudo sobre o uso de levedo de cachaça na fermentação da cerveja, substituindo cobiçados similares europeus. Mais do que mera questão de custo, está em jogo a possibilidade de o país mostrar potencial como fonte de matéria-prima única no mundo.
Levedos são fungos microscópicos. Durante o processo de produção da cerveja, são adicionados aos bilhões ao mosto (o malte macerado com água quente) para desencadear o processo de fermentação, durante o qual são originados o álcool e o gás carbônico. Além disso, é justamente nesse momento que surgem compostos secundários (álcoois superiores e ésteres) fundamentais na formação de aromas da bebida. Há centenas de tipos de levedos, sendo que a minoria é adequada para esse uso. Um deles está presente no mosto de fermentação da cachaça mineira.
A primeira cerveja elaborada com levedo de cachaça produzida em Minas Gerais foi feita recentemente na cervejaria-escola Taberna do Vale, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Batizada de Carolweiss, é uma cerveja de trigo desenvolvida pelo cervejeiro Felipe Viegas e pelo farmacêutico José Eduardo Marinho. A ideia surgiu há dois anos, durante palestra de Rogélio Brandão, professor do Núcleo de Pesquisas em Ciências Biológicas da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop) e sócio da Cerlev, empresa que presta serviços na área de fermentação. Atualmente, ele prepara um estudo a ser desenvolvido no curso de mestrado sobre a ação de diferentes levedos de cachaça no mesmo mosto de cerveja.
A partir daí, José Eduardo foi buscar num alambique da fazenda do pai, em Mariana, a 110 quilômetros da capital mineira, o insumo para o experimento. Coletou amostra no local e fez a cultura para multiplicação do levedo. Ao eliminar bactérias nocivas e outros micro-organismos desnecessários e menos resistentes, isolou completamente um único tipo de levedo. Antes de usá-lo, foi preciso realizar a transição, já que estava "habituado" a fermentar sempre o açúcar da cana e não o do malte. Sucessivas gerações do mesmo levedo foram cultivadas por dois meses em mosto de cerveja com nível cada vez menor de açúcar de cana.
O levedo que obtiveram é capaz de fermentar naturalmente mosto formado só por malte, prova de que já está pronto para ser usado na fabricação de cerveja. Os resultados surpreenderam Felipe e José Eduardo: a cerveja ficou com teor alcoólico maior que o habitual – 5,5%; 0,2% a mais – e a fermentação, que demora cerca de seis horas para começar, teve início em duas horas. "Alguns levedos são neutros e fermentam bem vários estilos de cerveja, o que não foi o caso deste. Testei-o numa Pale Ale e não deu certo. Por enquanto, mostrou que trabalha bem em cervejas de trigo dos tipos clara e bock", explica Felipe. Na bock de trigo, a diferença na graduação de álcool foi ainda maior, 0,5% a mais. Ale é a denominação usada para a família de cervejas de alta fermentação e Pale é um subgrupo de bebidas da família Ale. Já a cerveja bock é aquela com baixa fermentação, cor mais escura e sabor mais forte.
Ameixa e macia
Em termos de sabor, as cervejas de trigo que a dupla produziu apresentam características aromáticas semelhantes às que teriam se tivessem sido feitas com o levedo tradicional do estilo, mas com alguns toques diferentes. Na versão clara, o levedo de cachaça conferiu surpreendente nota de maçã, enquanto na bock houve predominância do aroma de ameixa seca sobre os de banana, passa e cravo – exatamente o contrário do que seria esperado no método habitual. São características que as tornam únicas no mapa-múndi cervejeiro. Por enquanto, nenhuma está à venda.
Por esse motivo, Felipe não descarta a hipótese de pleitear reconhecimento da "weiss mineira" no Beer Judge Certification Program (BJCP), entidade autora do guia de estilos de cerveja mais adotado no mundo. "Na Argentina, estão desenvolvendo um estilo próprio, chamado dorada pampeana, que querem aprovar no BJCP. É uma cerveja lager (denominação usada para a família de cervejas de baixa fermentação) com malte pilsen cultivado lá. Por que não fazer o mesmo com a nossa cerveja?", questiona. Os próximos passos, revela, serão desenvolver cervejas ainda mais alcoólicas (até 13%) com esse levedo e testar variedades coletadas em alambiques de outras regiões de Minas Gerais.

Experimento desenvolvido no estado mostra potencial para o país ter fonte própria de levedo, substituindo similares europeus usados na produção da bebida
Eduardo Tristão Girão - Estado de Minas
Publicação: 15/11/2010 09:30 Atualização: 15/11/2010 09:54
Água, malte, lúpulo e levedo. São apenas quatro os ingredientes básicos para se fazer cerveja, ainda que suas dezenas de estilos façam supor o contrário. À exceção da água, praticamente tudo é importado para a fabricação da bebida no Brasil, quadro que pode mudar a partir de agora, graças à iniciativa pioneira de pesquisadores e produtores mineiros no estudo sobre o uso de levedo de cachaça na fermentação da cerveja, substituindo cobiçados similares europeus. Mais do que mera questão de custo, está em jogo a possibilidade de o país mostrar potencial como fonte de matéria-prima única no mundo.
Levedos são fungos microscópicos. Durante o processo de produção da cerveja, são adicionados aos bilhões ao mosto (o malte macerado com água quente) para desencadear o processo de fermentação, durante o qual são originados o álcool e o gás carbônico. Além disso, é justamente nesse momento que surgem compostos secundários (álcoois superiores e ésteres) fundamentais na formação de aromas da bebida. Há centenas de tipos de levedos, sendo que a minoria é adequada para esse uso. Um deles está presente no mosto de fermentação da cachaça mineira.
A primeira cerveja elaborada com levedo de cachaça produzida em Minas Gerais foi feita recentemente na cervejaria-escola Taberna do Vale, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Batizada de Carolweiss, é uma cerveja de trigo desenvolvida pelo cervejeiro Felipe Viegas e pelo farmacêutico José Eduardo Marinho. A ideia surgiu há dois anos, durante palestra de Rogélio Brandão, professor do Núcleo de Pesquisas em Ciências Biológicas da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop) e sócio da Cerlev, empresa que presta serviços na área de fermentação. Atualmente, ele prepara um estudo a ser desenvolvido no curso de mestrado sobre a ação de diferentes levedos de cachaça no mesmo mosto de cerveja.
A partir daí, José Eduardo foi buscar num alambique da fazenda do pai, em Mariana, a 110 quilômetros da capital mineira, o insumo para o experimento. Coletou amostra no local e fez a cultura para multiplicação do levedo. Ao eliminar bactérias nocivas e outros micro-organismos desnecessários e menos resistentes, isolou completamente um único tipo de levedo. Antes de usá-lo, foi preciso realizar a transição, já que estava "habituado" a fermentar sempre o açúcar da cana e não o do malte. Sucessivas gerações do mesmo levedo foram cultivadas por dois meses em mosto de cerveja com nível cada vez menor de açúcar de cana.
O levedo que obtiveram é capaz de fermentar naturalmente mosto formado só por malte, prova de que já está pronto para ser usado na fabricação de cerveja. Os resultados surpreenderam Felipe e José Eduardo: a cerveja ficou com teor alcoólico maior que o habitual – 5,5%; 0,2% a mais – e a fermentação, que demora cerca de seis horas para começar, teve início em duas horas. "Alguns levedos são neutros e fermentam bem vários estilos de cerveja, o que não foi o caso deste. Testei-o numa Pale Ale e não deu certo. Por enquanto, mostrou que trabalha bem em cervejas de trigo dos tipos clara e bock", explica Felipe. Na bock de trigo, a diferença na graduação de álcool foi ainda maior, 0,5% a mais. Ale é a denominação usada para a família de cervejas de alta fermentação e Pale é um subgrupo de bebidas da família Ale. Já a cerveja bock é aquela com baixa fermentação, cor mais escura e sabor mais forte.
Ameixa e macia
Em termos de sabor, as cervejas de trigo que a dupla produziu apresentam características aromáticas semelhantes às que teriam se tivessem sido feitas com o levedo tradicional do estilo, mas com alguns toques diferentes. Na versão clara, o levedo de cachaça conferiu surpreendente nota de maçã, enquanto na bock houve predominância do aroma de ameixa seca sobre os de banana, passa e cravo – exatamente o contrário do que seria esperado no método habitual. São características que as tornam únicas no mapa-múndi cervejeiro. Por enquanto, nenhuma está à venda.
Por esse motivo, Felipe não descarta a hipótese de pleitear reconhecimento da "weiss mineira" no Beer Judge Certification Program (BJCP), entidade autora do guia de estilos de cerveja mais adotado no mundo. "Na Argentina, estão desenvolvendo um estilo próprio, chamado dorada pampeana, que querem aprovar no BJCP. É uma cerveja lager (denominação usada para a família de cervejas de baixa fermentação) com malte pilsen cultivado lá. Por que não fazer o mesmo com a nossa cerveja?", questiona. Os próximos passos, revela, serão desenvolver cervejas ainda mais alcoólicas (até 13%) com esse levedo e testar variedades coletadas em alambiques de outras regiões de Minas Gerais.
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Brasileiro disputa campeonato mundial de tiradores de chope


Prestes a enfrentar tiradores de chope do mundo inteiro, OtaGilson faz turismo pela capital britânica
Foto: Moreno Osório/Terra
O brasileiro OtaGilson de Castro dos Santos, 38 anos, participa nesta quinta-feira, em Londres, da final do 14º World Draught Master, uma competição que reconhece os melhores tiradores de chope do mundo. Ele ganhou o direito de representar o País depois de superar 30 adversários na etapa nacional, realizada no começo do mês, em São Paulo. Se vencer, Santos vai viajar por 20 países ensinando a melhor forma de servir a bebida.
Hoje OtaGilson vai enfrentar outros 29 tiradores de chope de países como Chipre, Guadalupe e Azerbaijão. O vencedor vai ser definido por uma equipe de oito jurados. Eles serão responsáveis por verificar qual competidor seguirá à risca um ritual elaborado pela Stella Artois, a cerveja organizadora do evento. São nove passos cujo objetivo é preservar o sabor da bebida entre o momento em que é retirada da torneira até ser entregue ao cliente.
Com 20 anos de profissão, o piauiense OtaGilson, que trabalha no bar SeoRosa, em Campinas, em São Paulo, não teme o desafio que vai ter pela frente na final da edição 2010 do World Draught Master (cuja tradução aproximada é Mestre Mundial dos Tiradores de Chope). Só achou graça da roupa que vai ter de usar no evento, cujo tema é a moda dos anos 60. "Nos arrumaram uma roupa igual a de garçons de churrascaria", brincou.
O representante brasileiro, que ainda nem deu destino aos R$ 3 mil que recebeu ao vencer a etapa nacional da competição, se diz satisfeito com a profissão que escolheu desde que saiu do seu Estado natal para tentar a vida em São Paulo. "Eu amo o que faço. Quem diria que servindo chope eu teria uma oportunidade como essa", disse, enquanto caminhava pelas ruas frias do outono de Londres na noite desta quarta-feira.
Atual campeã
Atualmente, a melhor tiradora de chope do mundo vem da Nova Zelândia. Avrill Maxwell venceu a final do 13º World Draught Master, ano passado, em Nova York. O evento é realizado desde 1997 e já teve como sede Leuven, cidade belga berço da Stella Artois, e onde foi fundada em 1425 a Universidade de Leuven, que ficou conhecida por suas descobertas envolvendo fórmulas de cerveja.
Foto: Moreno Osório/Terra
O brasileiro OtaGilson de Castro dos Santos, 38 anos, participa nesta quinta-feira, em Londres, da final do 14º World Draught Master, uma competição que reconhece os melhores tiradores de chope do mundo. Ele ganhou o direito de representar o País depois de superar 30 adversários na etapa nacional, realizada no começo do mês, em São Paulo. Se vencer, Santos vai viajar por 20 países ensinando a melhor forma de servir a bebida.
Hoje OtaGilson vai enfrentar outros 29 tiradores de chope de países como Chipre, Guadalupe e Azerbaijão. O vencedor vai ser definido por uma equipe de oito jurados. Eles serão responsáveis por verificar qual competidor seguirá à risca um ritual elaborado pela Stella Artois, a cerveja organizadora do evento. São nove passos cujo objetivo é preservar o sabor da bebida entre o momento em que é retirada da torneira até ser entregue ao cliente.
Com 20 anos de profissão, o piauiense OtaGilson, que trabalha no bar SeoRosa, em Campinas, em São Paulo, não teme o desafio que vai ter pela frente na final da edição 2010 do World Draught Master (cuja tradução aproximada é Mestre Mundial dos Tiradores de Chope). Só achou graça da roupa que vai ter de usar no evento, cujo tema é a moda dos anos 60. "Nos arrumaram uma roupa igual a de garçons de churrascaria", brincou.
O representante brasileiro, que ainda nem deu destino aos R$ 3 mil que recebeu ao vencer a etapa nacional da competição, se diz satisfeito com a profissão que escolheu desde que saiu do seu Estado natal para tentar a vida em São Paulo. "Eu amo o que faço. Quem diria que servindo chope eu teria uma oportunidade como essa", disse, enquanto caminhava pelas ruas frias do outono de Londres na noite desta quarta-feira.
Atual campeã
Atualmente, a melhor tiradora de chope do mundo vem da Nova Zelândia. Avrill Maxwell venceu a final do 13º World Draught Master, ano passado, em Nova York. O evento é realizado desde 1997 e já teve como sede Leuven, cidade belga berço da Stella Artois, e onde foi fundada em 1425 a Universidade de Leuven, que ficou conhecida por suas descobertas envolvendo fórmulas de cerveja.
Moreno Osorio
Direto de Londres
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Dica: beba água
Vc vai ao bar e bebe uma cerveja.
Bebe a segunda cerveja.
A terceira e assim por diante.
O teu estomago manda uma mensagem pro teu cérebro dizendo "caracas véi... o cara tá bebendo muito liquido, tô cheião!!!"
Teu estômago e teu cérebro não destinguem que tipo de liquido está sendo ingerido, ele sabe apenas que "é líquido".
Quando o cérebro recebe essa mensagem ele diz: "Caracas, o cara tá maluco!!!"
E manda a seguinte mensagem para os Rins "Meu, filtra o máximo de sangue que tu puder, o cara aí tá maluco e tá bebendo muito líquido, vamo botar isso tudo pra fora" e o RIM começa a fazer até hora-extra e filtra muito sangue e enche rápido.
Daí vem a primeira corrida ao banheiro.
Se você notar, esse 1º xixi é com a cor normal, meio amarelado, porque além de água, vem as impurezas do sangue.
O RIM aliviou a vida do estômago, mas você continua bebendo e o estomago manda outra mensagem pro CEREBRO:
"Cara, ele não pára, socorro!!!" e o CEREBRO manda outra mensagem pro RIM "Véi, estica a baladeira, manda ver aí na filtragem!!!"
O RIM filtra feito um louco, só que agora, o que ele expulsa não é o alcool, ele manda pra bexiga apenas ÁGUA (o líquido precioso do corpo).
Por isso que as mijadas seguintes são transparentes, porque é água.
E quanto mais você continua bebendo, mas o organismo joga água pra fora e o teor de alcool no organismo aumenta e você fica mais "bunitim".
Chega uma hora que você tá com o teor alcoolico tão alto que teu CEREBRO desliga você.
Essa é a hora que você desmaia... dorme... capota... resumindo: essa é a hora que o teu não tem dono!
Ele faz isso porque pensa "Meu, o cara tá afim de se matar, tá bebendo veneno pro corpo, vou apagar esse doido pra ver se assim ele pára de beber e a gente tenta expulsar esse alcool do corpo dele".
Enquanto você está lá, apagado (sem dono), o CÉREBRO dá a seguinte ordem pro sangue "Bicho, apaguei o cara, agora a gente tem que tirar esse veneno do corpo dele.
O plano é o seguinte, como a gente está com o nível de água muito baixo, passa em todos os órgãos e tira a água deles e assim a gente consegue jogar esse veneno fora".
O SANGUE é como se fosse o Boy do corpo.
E como um bom Boy, ele obedece as ordens direitinho e por isso começa a retirar água de todos os órgãos.
Como o CEREBRO é constituido de 75% de água, ele é o que mais sofre com essa "ordem" e daí vêm as terríveis dores de cabeça da ressaca.
Então, sei que na hora a gente nem pensa nisso,
mas quando forem beber, bebam de meia em meia hora um copo dágua,
porque na medida que você mija, já repõe a água.
(Texto retirado do "O bar do Zé)
Vc vai ao bar e bebe uma cerveja.Bebe a segunda cerveja.
A terceira e assim por diante.
O teu estomago manda uma mensagem pro teu cérebro dizendo "caracas véi... o cara tá bebendo muito liquido, tô cheião!!!"
Teu estômago e teu cérebro não destinguem que tipo de liquido está sendo ingerido, ele sabe apenas que "é líquido".
Quando o cérebro recebe essa mensagem ele diz: "Caracas, o cara tá maluco!!!"
E manda a seguinte mensagem para os Rins "Meu, filtra o máximo de sangue que tu puder, o cara aí tá maluco e tá bebendo muito líquido, vamo botar isso tudo pra fora" e o RIM começa a fazer até hora-extra e filtra muito sangue e enche rápido.
Daí vem a primeira corrida ao banheiro.
Se você notar, esse 1º xixi é com a cor normal, meio amarelado, porque além de água, vem as impurezas do sangue.
O RIM aliviou a vida do estômago, mas você continua bebendo e o estomago manda outra mensagem pro CEREBRO:
"Cara, ele não pára, socorro!!!" e o CEREBRO manda outra mensagem pro RIM "Véi, estica a baladeira, manda ver aí na filtragem!!!"
O RIM filtra feito um louco, só que agora, o que ele expulsa não é o alcool, ele manda pra bexiga apenas ÁGUA (o líquido precioso do corpo).
Por isso que as mijadas seguintes são transparentes, porque é água.
E quanto mais você continua bebendo, mas o organismo joga água pra fora e o teor de alcool no organismo aumenta e você fica mais "bunitim".
Chega uma hora que você tá com o teor alcoolico tão alto que teu CEREBRO desliga você.
Essa é a hora que você desmaia... dorme... capota... resumindo: essa é a hora que o teu não tem dono!
Ele faz isso porque pensa "Meu, o cara tá afim de se matar, tá bebendo veneno pro corpo, vou apagar esse doido pra ver se assim ele pára de beber e a gente tenta expulsar esse alcool do corpo dele".
Enquanto você está lá, apagado (sem dono), o CÉREBRO dá a seguinte ordem pro sangue "Bicho, apaguei o cara, agora a gente tem que tirar esse veneno do corpo dele.
O plano é o seguinte, como a gente está com o nível de água muito baixo, passa em todos os órgãos e tira a água deles e assim a gente consegue jogar esse veneno fora".
O SANGUE é como se fosse o Boy do corpo.
E como um bom Boy, ele obedece as ordens direitinho e por isso começa a retirar água de todos os órgãos.
Como o CEREBRO é constituido de 75% de água, ele é o que mais sofre com essa "ordem" e daí vêm as terríveis dores de cabeça da ressaca.
Então, sei que na hora a gente nem pensa nisso,
mas quando forem beber, bebam de meia em meia hora um copo dágua,
porque na medida que você mija, já repõe a água.
(Texto retirado do "O bar do Zé)
Assinar:
Postagens (Atom)



